Pressão alta aumenta risco de desenvolver doenças graves, alerta especialista

A hipertensão arterial não controlada está associada a complicações graves, como acidente vascular cerebral (AVC), doença renal crônica e maior risco de aneurismas. O alerta é do cardiologista Dr. Ênio Tanajura, coordenador de Cardiologia do Hospital da Mulher, que reforça a importância do diagnóstico precoce e do controle da pressão arterial.

Comemorado em 26 de abril, o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial busca conscientizar a população sobre os riscos da doença. Silenciosa e crônica, a hipertensão está entre as principais causas de problemas cardiovasculares e afeta milhões de brasileiros.

De acordo com o Ministério da Saúde, a condição ocorre quando os níveis de pressão arterial permanecem elevados de forma persistente, geralmente acima de 140 por 90 mmHg, exigindo maior esforço do coração para bombear o sangue. Dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), publicados em 2023, apontam que a prevalência de hipertensão é ligeiramente maior entre as mulheres (29,3%) em comparação aos homens (26,4%).

Na maioria dos casos, a hipertensão não apresenta sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce. Quando manifestações como dor de cabeça, tontura, visão embaçada ou falta de ar aparecem, geralmente estão associadas a níveis elevados ou descompensação da pressão arterial. Por isso, a aferição regular é fundamental, especialmente para pessoas com histórico familiar ou outros fatores de risco.

Segundo o Dr. Ênio Tanajura, a relação entre a hipertensão e outras doenças graves envolve tanto efeitos diretos no organismo quanto fatores de risco compartilhados. “Condições como obesidade, diabetes e tabagismo aumentam a probabilidade de desenvolver hipertensão e também estão associadas a outras doenças crônicas”, explica. O especialista acrescenta que mulheres na pós-menopausa apresentam maior vulnerabilidade a essas condições.

O cardiologista Dr. Luis Washington destaca que a hipertensão pode ser prevenida e controlada com mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico regular. “Reduzir o consumo de sal e de alimentos ultraprocessados, manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas, cuidar da qualidade do sono e do estresse, além de evitar álcool e tabagismo, são medidas essenciais”, afirma. Ele reforça ainda a importância das consultas periódicas para diagnóstico precoce e, quando necessário, o uso de medicação.

A paciente Simone Almeida, de 49 anos, relata como convive com a doença desde a adolescência. “Quando tinha 16 anos, senti uma forte dor de cabeça e fui diagnosticada com pressão alta. Desde então, faço tratamento. Hoje, os sintomas são mais leves por conta dos medicamentos, e com o acompanhamento médico minha pressão está mais controlada”, conta.

Cuidar da pressão arterial é uma medida essencial de prevenção e autocuidado. Esse cuidado deve considerar as diferentes fases da vida e os fatores que influenciam a saúde cardiovascular. Informação, acompanhamento médico e hábitos saudáveis são fundamentais para o controle da hipertensão e a promoção da qualidade de vida.

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